Just in time for Christmas – ScooterNova 17
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Looking forward to some quality reading time over the Festive period? Lucky
for you the brand new edition 17 of ScooterNova will be published next week
and...
Os bons amigos do Vesparaná convidam para sua confraternização de fim de ano, com direito a passeio, churrasco e rock n' roll. Vai a divulgação em cima da hora, imperdível!
[Cartaz: divulgação]
Marcando presença num stand gigante na EICMA 2012, o salão de Milão referência mundial para as motos, a Piaggio apresentou três grandes lançamentos, mas os olhos do universo scooterista apontavam todos numa mesma direção: a maior novidade da clássica atemporal em muitos anos, a totalmente nova Vespa 946. Embora a sua versão conceito tenha sido apresentada no mesmo evento do ano passado, o que causou surpresa foi justamente a pouquíssima diferença para o modelo de produção, fidelidade que eu classificaria corajosamente italiana. O nosso correspondente Fernando Porto estava lá e registrou este vibrante momento.
A 946 abandonou de vez o utilitarismo pensado na capacidade de carga, abolindo baú e porta luvas, abraçando por completo a onda verde da otimização do consumo de combustível. Tenho sinceras dúvidas da viabilidade de se levar um garupa no selim exótico - que me remete à cabeça dos aliens de Independence Day. Acredito que o motor 125 cc de 4T e três válvulas seja o mesmo da LX 3V, para o qual se promete "rolamentos para todas as partes móveis", tecnologia que colocaria essa motorização na vanguarda entre as scooters, segundo a Piaggio. Felizmente a segurança não ficou de lado, ABS e controle de tração estão disponíveis, algo relevante para essa cilindrada.
O design pode chocar o olhar tradicionalista na primeira impressão [ocorreu comigo], mas lá está uma Vespa CVT de corpo e alma, com os ingredientes que a marcam desde seus primórdios na década de 1940: estrutura em monobloco de metal (só que mesclando partes em aço e em alumínio desta vez) e suspensão dianteira em monobraço. Uma feliz opção foi a de conceber um guidão futurista mas ao mesmo tempo esguio, ao invés dos bojudos dominantes em praticamente todas as scooters contemporâneas desta categoria, inclusive as próprias Vespas. Essa solução de design e outras como os retrovisores exigiram nobreza nos materiais, incorrendo no uso generoso do referido alumínio.
Embora o nome de batismo cite o ano da primeira Vespa de produção em
série, a 98 de 1946, seu desenho com barbatanas não nega a forte
inspiração no protótipo de 1945, a MP6. O escudo sem volume e a metade de trás enxuta, juntamente a lanterna circular, citam as Vespas de
mais de sessenta anos atrás; o retrô não está mais em alta, é regra de
sobrevivência. Polemizando um pouco - só para variar - o bagageiro traseiro cromado e o formato do local aonde se aloja o velocímetro digital lembram muito os das Lambrettas série 3, não concorda o caro leitor?
Os detalhes técnicos da motoneta disponíveis ainda são poucos, ao contrário de sua refinada linha de acessórios apresentada na EICMA 2012, que aprofundam a imagem de sofisticação da 946. Ao que tudo indica uma scooter concebida para ser um objeto de luxo justificado pelo avanço ecológico, se eventualmente chegar ao Brasil certamente custará algo próximo ao preço de um carro popular. Esses italianos sabem criar objetos do desejo sobre rodas e acertaram com muito brilho nesta nova Vespa, não há monotonia num detalhe sequer desta máquina.
[Imagens: Fernando Porto] [Video: http://www.vespa946.com/en/video.html]
Na terceira postagem sobre o INTERMOT 2012, a mais exótica das scooters CVT: as releituras contemporâneas da Lambretta. Design italiano retrô com uma rara sinceridade, carcaça de aço estampado, mecânica de Taiwan e um painel quase idêntico ao das Vespas modernas - renascida em meio a polêmica, algo que eu gostaria muito poder ver de perto. Só de olhar não dá uma tremenda vontade de ter uma na garagem?
O correspondente Fernando relatou que o stand da Lambretta estava situado numa espécie de nicho dentro do de seu importador na Alemanha. Misturada a segmentos com pouca afinidade a sua proposta, descreveu-se como resultando numa apresentação não tão evidente do peso da tradição que seu nome carrega. Ainda mais com o impacto que a lúdica linha multicolorida tem em meio ao lugar comum dos tons apagados que predominavam no entorno. Críticas a parte, é prazeroso saber que elas marcaram presença no evento.
No destaque estava a monocromática LT50, o que surpreendeu, pois a expectativa mais óbvia seria a de encontrar no lugar mais alto do pódio a mais recententemente lançada LJ50 que, embora mantenha a metade traseira inspirada na série 3, ostenta o farol fixo no escudo, citação claríssima às Ld e Li série 1. O modelo ausente já havia inclusive sido exposto na EICMA 2011, causa estranheza não se expor na Alemanha quase um ano depois a gama completa.
Dentre as Lambrettas que estavam mais ao alcance das mãos, se encontravam as bicolores LN125 e LN150, das quais o Fernando teve a feliz ideia de fotografar alguns detalhes. Algumas das soluções de desenho que considero interessantes foram a maneira de adicionar os piscas às linhas limpas da Innocenti; embutidos no guidão na dianteira e discretamente posicionados como os de motocicleta na traseira.
Já não nutro mais expectativa de ver estes modelos no Brasil, mas como a esperança é a última que morre... Não é crime sonhar com este brinquedo perfeito para o transporte do dia a dia.
[Imagens: Fernando Porto]
Uma visita pelo stand da Vespa no INTERMOT 2012 não traria grandes surpresas, uma vez que o seu maior lançamento em anos, a totalmente nova 946, ficou para meados de novembro na EICMA 2012. Entretanto variações do mesmo tema sem sair do tom podem ser interessantes, ainda mais para leitores dum país aonde nem a linha básica da mítica motoneta de Pontedera tem alguma regularidade na importação.
Você é fã de motonetas clássicas de fato, com câmbio manual e motor 2T? Pois é, enquanto a LML pinta e borda com cores e motores na sua linha da Star (clone em evolução da italiana), a própria PX ressurrecta mantém o básico de seu lançamento: duas opções de motores e quatro opções de cores, todas sólidas. No prospecto distribuído, este sim exclusivo e exaltando e tradição e originalidade da PX, há uma previsível, entretanto bastante desejável, linha de acessórios.
O que não é muito agradável de digerir para os amantes da fumaça azul é a nítida vontade de apagar a PX entre as demais companheiras de linha com transmissão CVT, pois dentre as fotos enviadas pelo correspondente Fernando, só há uma em que a clássica aparece, na base de uma pilha, sem qualquer destaque individual. Lá da Índia, creio em meu íntimo, a LML agradece.
A linha CVT destacou mais enfaticamente o seu lançamento mais recente, a LX 3V, cujos motores 125 e 150 cc prometem maravilhas em termos de consumo e de emissão de poluentes. O verde água metálico não foi escolhido a toa para toda a sua publicidade, ela quer ser a Vespa amiga do meio ambiente e com isso conquistar um degrau a mais nesse nicho. Vale lembrar que em muitos mercados, sobretudo o norte americano, um mote forte de marketing da marca é o baixo consumo e alternativa eficiente de transporte.
O que se apresentou além disso remete muito mais a estética. Notei que as LX cinquentinhas apresentam um detalhe em plástico sem acabamento em pintura para diferenciá-las de suas irmãs de maior cilindrada, um adereço que pode até ter alguma justificativa funcional, mas que no fundo remete pobremente ao design das scooters de uma década atrás. Será que sou crítico demais com essas miudezas? Talvez, mas são os italianos [mestres] que as desenham por mais de sessenta anos, acredito ser natural que a expectativa seja sempre muito alta. Seguem os destaques com diferenciais de acabamento, variando entre o sofisticado e o esportivo.
Por fim um petisco da lojinha de acessórios para o condutor que na realidade não vendia nada, mas que dá água na boca mesmo assim.
[Imagens: Fernando Porto]
Esta é a primeira de três postagens sobre o INTERMOT 2012, salão de motos, scooters e bicicletas que ocorreu na cidade alemã de Colônia no último mês de outubro. Apesar do cartaz indicar que se trata de uma feira, para o nosso entendimento como brasileiros pessoa física, a categoria é mesmo de salão, uma vez que não havia qualquer tipo de venda de varejo por lá. Antes de discorrer mais sobre o evento, agradeço enormemente ao meu bom amigo Fernando Porto, que fez a vez de correspondente internacional para o Motonetas e Afins registrando atenciosamente a participação das scooters clássicas, tema que passa longe do seu foco, motos big trail.
Pelo que indicava a ficha das motonetas deste tópico, houve no salão uma apresentação de customizações participantes de um campeonato global da categoria, dada a presença dos emblemas do Cologne Custom Championship e do AMD World Championship (evento local que faz parte do circuito mundial do último), fora a etiquetinha amarela com o número do competidor colado no farol da cada uma. A descrição detalhada dessas motonetas é um solene ato de covardia com nosso coração scooterista brasileiro, pois a quantidade de itens adicionados é impensável para qualquer orçamento realista neste país, dada a necessidade da caríssima importação de praticamente tudo utilizado.
As imagens a seguir farão os puristas torcerem o nariz, porém podem ser boa fonte de inspiração aos que curtem modificar suas scooters clássicas, seja numa pitadinha de pimenta ou a até a transformação radical. O que se pode observar é que passa longe a ideia de "relíquia" no tratamento até mesmo de beldades como uma Vespa faro basso. Algo interessante a se destacar é que, como na alta moda, nesse meio vale também a tendência da estação: pin stripe e ouro velho estão em alta!
[Imagens: Fernando Porto]
O Desafio de Motonetas chega a sua terceira edição, conquistando adeptos e acirrando a disputa saudável em acelerar com honra a própria motoneta clássica. Já notei o escasseamento de Lambrettas e a profusão de PX200 recortadas para as pistas. A prova promete ser nada menos que sensacional, para dar água na boca segue o vídeo da segunda edição produzido pelo Alessandro Soave, um registro dos momentos históricos que estão sendo vividos neste o kartódromo paulista.
13 de outubro de 2012 - sábado
concentração 14h
largada 15h
largada 15h
Rua Armando Botasso,1200, – Betel | Paulínia-SP
Telefone: 19 3209-0910 / 9119-9895
Telefone: 19 3209-0910 / 9119-9895
contato@sanmarinokart.com.br
[Imagem: divulgação][Video: Alessandro Soave]
Clube
IX Encontro de Lambrettas, Vespas e Motos Antigas "Domingos Tonini" (Jundiaí - SP)
agosto 29, 2012
Como já é de [mal] costume aqui no Motonetas e Afins, segue a divulgação aoS 47 minutos do 2º tempo do tradicional evento promovido pelo Clube da Lambretta de Jundiaí. Embora a divulgação seja para todo o final de semana, o encontro de motonetas clássicas acontece mesmo é no domingo. Fica a dica de quem quiser ir rodando dar uma olhada nos comboios organizados pela Scooteria Paulista.
DATA
01 e 02/09/2012 - Sábado e Domingo
HORÁRIO
No domingo a partir das 10:30h
LOCAL
Grêmio CP Sede de Campo
Rua Maria Negrini Negro, 791 - Caxambu
Jundiaí - SP
IINFORMAÇÕES/RESERVAS
11 2136-2077 / 4584-1568 / 4584-0803
Dia 19 de fevereiro de 2012, domingo de carnaval em Blumenau-SC. Um dia que nasceu nublado, num céu pálido, dando pouca dica que em algumas horas se converteria na apoteose de um sol quentíssimo de verão, digno mesmo de um grande encontro de estradas, quase derretendo motonetas e scooteristas. Eu por momentos invejava os que tinham um acelerador ao punho direito e por outros regozijava-me no ar condicionado do carro do Fernando Becker, que gentilmente nos conduziu pela rota do "Vale Europeu" catarinense. A arquitetura Enxaimel típica da colônia alemã povoa toda a região por onde passamos, primeiramente pela sede Blumenau, mas também por Indaial, Timbó, Pomerode e Apiúna.
Antes de partirmos da Vila Germânica, um breve preâmbulo dos organizadores do Clube da Lambretta de SC, esclarecendo que não deveríamos atrasar o comboio por problemas mecânicos, pois o carro de apoio recolheria os que parassem ao longo da estrada. Dali em diante a organização do evento mostraria que cuidou com muita atenção de cada detalhe, num nível que só se pode classificar de excelente. Dito isto, um número que estimo em mais de cinquenta motonetas partiu fumaceando (me falta a contagem oficial do dia).
Muitos casais e pais com filhos se fizeram presentes em suas Vespas e Lambrettas, conferindo ao evento um clima muito familiar e leve, proporcionado também pela velocidade média um pouco mais baixa do que a habitual nos encontros do gênero. Pessoalmente gostei bastante desta postura da condução mais tranquila, pois assim se propicia um passeio mais agradável e seguro aos que conduzem motonetas veteranas, bem como o desfrutar da paisagem sem qualquer sobressalto. O comboio bastante coeso também decorreu do que considero o grande destaque do passeio, a presença da Guarda Municipal de Blumenau e da Polícia Militar de SC, numa escolta que literalmente abriu alas para as motonetas passarem; não houve um sinal vermelho sequer que nos fizesse parar ao longo de todo o caminho.
A comida típica no Restaurante Mundo Antigo em Pomerode estava simplesmente deliciosa, num ambiente rural tradicional que encantou a todos. O porém era o calor excessivo, já além do desconfortável, que sensibilizou a organização em encurtar a rota de retorno a partir dali. Imagino o quão difícil foi decidir cortar localidades para os que com tanto carinho escolheram o trajeto para mostrar o que de melhor há na sua região, mas mostraram maturidade e flexibilidade em pensar no bem estar do grupo antes de mais nada. Lição muito positiva para os próximos encontros de estrada.
A troca de escolta policial foi tão bem feita que nem se fez notar no retorno prematuro a Blumenau. Fico devendo a foto oficial do evento em frente a prefeitura, entre uma conversa e outra não passei a câmera para ninguém. Uma homenagem grandiosa estava ainda reservada a nós, quando o grupo passava pelo centro da cidade, os sinos da catedral badalavam em homenagem à nossa presença; algo realmente emocionante que reverencio da extraordinária hospitalidade dos catarinenses. Há de se destacar a presença de um gaúcho de nascença, mas hoje catarinense no endereço, José Ferreira da Silva, expoente scooterista brasileiro que em 1969 deu a volta ao mundo numa Lambretta Li. Tive o prazer de trocar algumas palavras com ele e de comprar o seu livro "O Aventureiro" devidamente autografado.
Estiveram representados oficialmente, além dos anfitriões, os clubes: Confraria Vespa Motor Club (RS), Confraria Rio Vespa Clube (RJ), Motonetas Clássicas Campinas (SP), Vesbretta (RS), Vesparaná (PR) e Scooteria Paulista (SP). Fechou-se uma tríade de encontros de estradas nos estados do sul, esperamos agora a vez do sudeste, sendo a próxima sede a cidade de São Paulo, que em toda sua riqueza cosmopolita nos receberá no carnaval de 2013. Sucesso à Scooteria Paulista neste ano de preparativos, contem comigo para o que precisarem, desta vez torço para ter a oportunidade de chegar acelerando o meu motor 2T!
[Foto: (1-25, 27) Leonardo Dueñas; (26) Rafaela Pimentel]








