Parada faz mais de três meses, minha PX200S livrou-se momentaneamente das trevas. Finalmente arrumei um dia livre para poder leva-la à Oficina do Careca na Rua Ceará e colocar as coisas em dia para que ela volte às ruas. Alguns ajustes no cubo dianteiro e novos patins de freio deixaram o rodar perfeito; já a bateria foi um caso a parte. Parei ela com uma Yuasa novinha, mas a carga esgotou-se por completo, uma vez que não tive acesso à PX nesse meio tempo para fazê-la rodar de vez em quando. Agora quem vai tirar uma folga é a Bajaj, para ver se consigo carregar a Vespa rodando e voltar a ter a bordo coisas essenciais como a buzina.
Depois desse tempo só pilotando a indiana, foi como ter ganho uma scooter nova de presente, tive o prazer de redescobrir a potência e as relações mais longas da PX200S, bem como suas manhas e diferentes demandas. A relativa juventude da Bajaj faz dela uma motoneta, ao meu ver, mais dócil de pilotar que a PX... É claro que a brabeza dos 200 cc compensam o esforço extra com muito mais emoção no acelerador, quase que convidando a esticar um pouco mais nas passadas do câmbio, induzindo a uma condução mais esportiva.
Esse de vermelho [esq.] é o MacGyver (o nome é Ney, mas ele prefere o apelido), meu mecânico "solução para todo o tipo de serviço" nas minhas motonetas. Aproveito a oportunidade para mostrar um pouco do mundo lúdico, quase surreal, da Oficina do Careca. Adoro estar lá, sempre há alguma novidade para olhar e aprender.



