A interação das minhas vértebras com o calçamento das vias cariocas, intermediado por uma motoneta, não tem sido das experiências mais agradáveis. Eis então que as dificuldades de se manter veículos num lugar tão escasso em garagens como Copacabana me convenceram de que eu devia me desfazer de minhas queridas Classic e PX200S e partir para uma única modernidade CVT. Estava convencido de que uma suspensão moderna aliada a rodas de 12" seriam a solução.
Hoje o meu xará Leo Greco me deu a oportunidade de pilotar pela primeira vez uma Vespa GTS 250ie. Uma scooter com tudo de bom: uma manobrabilidade fácil e agradável, suficientemente potente pra se pegar estrada e não tão grande a ponto de tirar a versatilidade no meio urbano. Mas a pergunta que restava era se uma dessas repassaria menos os trancos do rali asfáltico do Rio de Janeiro... E a resposta foi... Não!
Numa boa volta pela Urca hoje pude tirar a dúvida e garanto que esse selim de mola única que instalei na Bajaj ganha em amenizar os solavancos de toda essa maravilha tecnológica que é a GTS. O mais chato foi ter que comunicar a desistência ao simpaticíssimo Vespista mineiro com quem já tinha acertado o negócio. Paulo, minhas sinceras desculpas, quando vier ao Rio, o almoço é por minha conta!
*Hamara Bajaj foi o slogan adotado pela Bajaj Auto por muitos anos na publicidade de suas motonetas e exalta o sentimento do produto indiano nacional, pois significa algo como "a nossa Bajaj".











