7º Encontro Moto e Cia Classic - 3 rodas

julho 09, 2010


As scooters nem sempre se limitam ao universo das duas rodas, ao adicionar-se mais uma é ampliado o leque de diferentes usos comerciais e particulares, seja no trabalho, no transporte ou no lazer. A capacidade de carga e o abrigo da intempérie impulsionaram na Europa do pós 2ª G.M. o lançamento de microcarros de três rodas, afinal eram tempos de vacas magras, onde qualquer recurso tornou-se escasso no esforço de reconstrução do velho continente.


Piaggio Ape (Vespacar)


O grande sucesso da Vespa fez com que a Piaggio, desde o início, tentasse explorar o seu carisma em outros produtos. Até mesmo um motor de popa para pequenas embarcações foi lançado em 1949, o Moscone ("La Vespa del mare", dizia a publicidade). Se o Moscone pereceu ao longo das décadas, o primo utilitário da Vespa, o triciclo Ape, está em produção até os dias de hoje, em diferentes versões de carga e de passageiros. 


Ape quer dizer abelha em italiano, remetendo a ideia de um esforçado e eficiente trabalhador,  por sua vez apto a circular pelas estreitas ruas dos antigos centros europeus. Aqui no Brasil o Ape foi batizado de Vespacar, e o encontro do Páteo do Colégio contou com esse muito digno representante.



Messerschmitt KR200


Assim como a Piaggio, a alemã Messerschmitt produziu aeronaves militares durante a 2ª G.M. Os vitoriosos aliados proibiram os países do eixo de fabricar aviões, o que fez com essas empresas tivessem que buscar alternativas do que produzir e aplicar sua tecnologia. Uma saída para a Messerschmitt, que também produziu Vespas sob licença na Alemanha, foi a concepção de um microcarro bastante interessante, de nome original Kabinenroller (daí a sigla KR), com motorizações 2T que foram de 175 cc a 500 cc, e cujo modelo mais popular foi o KR 200. 


Nada sei sobre o histórico da existência de unidades de KR 200 no Brasil, até então só tinha conhecimento de um exemplar que havia sido exposto no RS. Para a minha grata surpresa este evento tinha num canto o meu microcarro predileto! Com seu guidão/volante assemelhado a um manche, a cabine tipo tandem que lembra a de um caça e um design aerodinâmico singular, para o meu gosto, esse foi o grande destaque no Páteo. ADORARIA ter um desses de verdade, pois em miniatura tenho quatro na coleção.



Para quem quiser conhecer mais sobre os microcarros do pós 2ª G.M., recomendo o tour virtual do The Bruce Weiner Microcar Museum, lá há uma grande quantidade de imagens, históricos e dados técnicos destes pequenos notáveis de três e também de quatro rodas.

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1 comentários

  1. Eu nunca entendi a pouca receptividade do mercado brasileiro em geral ao Piaggio Ape. Diga-se de passagem, se a produção brasileira que se iniciou no começo dos anos 60 licenciada à Panauto tivesse vingado pelo menos as versões do Ape destinadas ao transporte de cargas teriam sido um concorrente de peso para a Towner, e as versões de transporte de passageiros poderiam até ser uma boa opção tanto para o uso como táxi quanto por particulares que apreciassem o conforto de um carro mas não se dispusessem a pagar tanto por um 0km.

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